A extracção de diamantes, minerais metálicos e outros minerais não metálicos representou 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nominal de Angola em 2024, equivalente a 1 586,5 mil milhões kz, um aumento de 80,2% em relação a 2023, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
A mina do Luele extraiu mais de 6 milhões de quilates no primeiro ano de operação e contribuiu para a produção nacional de diamantes brutos ultrapassar 13,9 milhões de quilates em 2024, o maior volume já registado.
A central de tratamento da mina de Catoca também colaborou para o resultado.
Em dólares, o PIB nominal do sector subiu 43%, de 1 275,8 milhões USD para 1 823,8 milhões USD.
O sector alcançou 2% do PIB nacional pela primeira vez. Em 2020, o sector chegou perto desse valor, com 1,7% do PIB, devido à redução do PIB dos outros sectores durante a pandemia de Covid-19.
O PIB nominal de Angola atingiu 81,1 biliões kz em 2024, um aumento de 4,4% em termos homólogos, o maior crescimento desde 2014 (4,8%).
Em 10 anos, o PIB do sector de extracção de minérios e diamantes cresceu 1 714%, de 87,5 mil milhões Kz em 2014 para 1 586,5 mil milhões Kz em 2024.
Em dólares, o aumento foi de 105%, de 889,5 milhões USD em 2014 para 1 823,8 milhões USD em 2024.
A economista Leonora Nhanga avalia que a indústria de diamantes pode crescer ainda mais com a instalação do segundo moinho na mina do Luele.
Projeções para 2025 indicam a produção de quase 15 milhões de quilates e receita de 2,1 mil milhões USD, valor que superaria os recordes anteriores, incluindo os 1 945,6 milhões USD exportados em 2022.
Apesar do aumento na produção, as exportações de diamantes caíram 2% em 2024, somando 1 536,0 milhões USD, o segundo ano seguido de queda.
As vendas externas de diamantes responderam por 4% das exportações de Angola. O preço médio do quilate foi de 143,9 USD, uma queda de 12% face a 2023 (163,0 USD) e de 32,6% em comparação a 2022 (213,7 USD).
O sector conta com 42 cooperativas de produção semi-industrial e 25 empresas de exploração, das quais cinco exploram kimberlitos e 20 actuam em jazidas aluvionares.
Cerca de 29 minas estão inactivas por falta de capacidade técnica e financeira.
As operações diamantíferas ocorrem nas províncias de Lunda Norte, Lunda Sul, Cuanza Sul, Malanje e Bié, com 28 826 postos de trabalho.