O Presidente da República João Lourenço, inaugurou esta semana uma fábrica de produção de alumínio, instalada na Zona Franca da Barra do Dande, fruto de um investimento chinês avaliado em 212,9 milhões de dólares.
O empreendimento, implantado numa área de 73 hectares, iniciou a produção com uma capacidade diária de 1.200 toneladas, prevendo receitas anuais superiores a 300 milhões de dólares. O projecto está estruturado em cinco fases e contempla, já na segunda etapa, uma expansão da capacidade produtiva para 240 mil toneladas anuais, com um investimento adicional estimado em 500 milhões de dólares.
Na cerimónia de inauguração, João Lourenço manifestou satisfação pelo arranque da unidade industrial, sublinhando que o projecto simboliza a concretização da estratégia de atracção de investimento privado nacional e estrangeiro e representa um passo relevante na diversificação da economia angolana.
“Não estamos satisfeitos com o facto de Angola exportar quase exclusivamente crude, ainda por cima na sua forma bruta”, afirmou o chefe de Estado, acrescentando que essa realidade deverá mudar com o reforço da capacidade nacional de transformação industrial, incluindo a futura entrada em funcionamento da Refinaria do Lobito.
O Presidente defendeu a necessidade de transformar localmente as matérias-primas extraídas ou importadas, com vista a acrescentar valor, criar emprego e aumentar as exportações, reforçando a captação de divisas. Destacou ainda os incentivos ao investimento privado, nomeadamente o baixo custo da energia eléctrica para o sector industrial.
“Temos excedentes de energia e precisamos de aumentar o seu consumo, sobretudo através da indústria”, afirmou, salientando que projectos como o da indústria do alumínio, apesar de intensivos em energia, não representam um problema para o país, desde que seja assegurada a estabilidade do fornecimento.
Por seu lado, o ministro da Indústria e Comércio considerou que a inauguração da fábrica Huatong constitui um marco no processo de industrialização de Angola. Rui Miguêns explicou que a unidade está organizada em dois ciclos fundamentais, com uma capacidade inicial anual de 120 mil toneladas de alumínio eletrolítico, que deverá duplicar na segunda fase.
Segundo o governante, o Executivo está a trabalhar para que o sector industrial se afirme como o principal motor da economia, promovendo a substituição de importações por produção nacional competitiva e a criação de emprego qualificado.