Mercado & Finanças

Preços do petróleo voltam a subir com avaliação da trégua entre Irão e Israel

Petróleo sobe

Os preços do petróleo retomaram a trajectória de alta nesta quarta-feira, o que reflecte a cautela dos investidores quanto à estabilidade da trégua declarada entre Irão e Israel, em vigor desde a última terça-feira.

O barril de Brent, referência para Angola, avançou 1,73%, sendo negociado a 68,30 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI), índice de referência nos Estados Unidos, subiu 1,72%, para 65,48 dólares por barril.

A recuperação dos preços ocorre após uma sequência de quedas. Na véspera, o Brent fechou no valor mais baixo desde 10 de Junho e o WTI no patamar mais baixo desde o dia 5 do mesmo mês — ambos anteriores ao início dos ataques israelitas a instalações nucleares iranianas, em 13 de Junho.

Segundo a agência Reuters, os preços haviam atingido máximos de cinco meses no início da semana, após a ofensiva norte-americana contra alvos nucleares iranianos. No entanto, o anúncio do cessar-fogo entre os dois países contribuiu para acalmar os mercados, gerando oscilações.

“Os preços globais da energia estão a moderar-se após o cessar-fogo entre Israel e o Irão. O cenário base para os nossos estrategas de petróleo continua ancorado nos fundamentos, que indicam um abastecimento global de petróleo suficiente”, afirmaram analistas do banco JP Morgan em nota enviada a clientes.

O mercado, entretanto, mantém atenção redobrada sobre o possível impacto de decisões políticas.

Na terça-feira, o presidente norte-americano Donald Trump autorizou a China — maior cliente do petróleo bruto iraniano — a manter as importações da commodity, numa tentativa de reforçar a trégua.

A medida foi interpretada como um recuo das históricas sanções impostas a Teerão, influenciando o sentimento dos investidores.

Para Vandana Hari, fundadora da consultora Vanda Insights, os preços podem manter uma recuperação no curto prazo.

“Embora o mercado vá manter os olhos na frágil trégua por algum tempo, o foco voltará para o panorama económico, o destino das negociações tarifárias dos EUA e a OPEP+”, destacou.

A aliança OPEP+, que inclui os principais produtores de petróleo do mundo, deverá reunir-se virtualmente no dia 6 de Julho, para discutir um possível aumento da oferta a partir de Agosto.

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