Os preços do petróleo voltaram a cair esta terça-feira, reflectindo o aumento da oferta global e as perspectivas de procura mais fraca.
O Brent, de referência angolana, desvaloriza 0,44%, para 60,77 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) devolve parte dos ganhos registados nas últimas sessões.
Na segunda-feira, o crude atingiu o valor mais baixo desde o início de Maio, com ambos os índices — Brent e WTI — a entrarem numa estrutura de mercado contango, em que os preços para entrega imediata são inferiores aos contratos futuros.
O fenómeno é geralmente interpretado como um sinal de excesso de oferta e abrandamento da procura.
O aumento da produção dos países da OPEP+ tem reforçado a expectativa de superavit no mercado petrolífero em 2025 e 2026.
Na semana passada, a Agência Internacional de Energia (AIE) projectou um excedente global próximo dos 4 milhões de barris por dia em 2026, o que pressiona as cotações e limita o espaço para recuperação.
“O enfraquecimento contínuo da estrutura de spread mensal do Brent indica que a pressão do excesso de oferta no mercado de petróleo bruto está gradualmente a materializar-se”, afirmaram analistas da Haitong Securities, em declarações à Reuters.
Para os especialistas, este cenário “diminui as expectativas do mercado e reduz o apetite dos investidores por ganhos adicionais”, restringindo assim o potencial de valorização do petróleo a curto prazo.