Os preços do petróleo mantiveram-se praticamente inalterados nesta quinta-feira, num mercado marcado pela expectativa em torno do acordo de cessar-fogo em Gaza e pela estagnação das conversações de paz na Ucrânia
Às primeiras horas do dia, o Brent subia 0,05%, para 66,30 dólares por barril, enquanto o WTI avançava na mesma proporção, para 62,58 dólares.
Segundo a Reuters, o anúncio de um cessar-fogo e de libertação de reféns, mediado pelos Estados Unidos, trouxe algum alívio, embora os investidores mantenham cautela.
Apesar do acordo, especialistas consideram improvável um impacto imediato na oferta global.
Michael McCarthy, CEO da Moomoo Austrália e Nova Zelândia, lembrou que “a OPEP+ ainda não atingiu as suas metas de aumento de produção”, mantendo a rigidez no abastecimento.
No domingo, a organização e os seus aliados anunciaram um aumento de produção para Novembro inferior ao esperado, medida que ajudou a conter receios de excesso de oferta.
Na quarta-feira, os preços tinham subido cerca de 1%, atingindo máximos de uma semana, impulsionados pelo impasse nas negociações entre Kiev e Moscovo, interpretado como sinal de manutenção das sanções sobre as exportações russas.
“Enquanto a guerra na Ucrânia continuar, o prémio de risco geopolítico permanecerá elevado, pois a produção russa continua em risco”, reforçou Galimberti.
Nos Estados Unidos, o consumo interno de petróleo atingiu 21,99 milhões de barris por dia na última semana — o maior nível desde Dezembro de 2022 —, segundo dados da Energy Information Administration (EIA).
Analistas do JP Morgan indicam, no entanto, que a procura global iniciou Outubro com sinais de moderação.
A média situou-se em 105,9 milhões de barris por dia, valor superior ao de 2024, mas abaixo das projecções do banco.
Paralelamente, o ritmo de acumulação das reservas globais de crude e derivados abrandou, com um aumento de apenas 8 milhões de barris na última semana, o menor crescimento em mais de um mês.