O preço do barril de petróleo está a recuperar das perdas registadas na sexta-feira, quando a nova ameaça dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais de grande magnitude à China voltou a levantar dúvidas sobre a robustez das duas maiores economias mundiais e, por consequência, sobre a procura global de crude.
Além das tensões comerciais, os mais recentes desenvolvimentos no Médio Oriente também contribuíram para pressionar os preços no final da semana passada.
Esta segunda-feira, o West Texas Intermediate (WTI) avança 1,46%, para 59,76 dólares por barril, enquanto o Brent valoriza 1,48%, para 63,64 dólares.
Ambos os referenciais tinham caído cerca de 4% na sexta-feira, atingindo os níveis mais baixos desde Junho.
A recuperação está a ser impulsionada por sinais de abertura de Pequim e Washington para retomar negociações comerciais.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que “vai ficar tudo bem com a China”, declaração que ajudou a melhorar o sentimento dos mercados.
Na sexta-feira, em resposta às restrições impostas pela China à exportação de terras raras, os Estados Unidos ameaçaram Pequim com tarifas adicionais de 100%, reacendendo as tensões comerciais e afastando investidores de activos de risco.
O petróleo acabou por ser particularmente penalizado, depois de já ter enfrentado pressão nas últimas duas semanas devido à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) de aumentar a produção.