O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 1,82% no terceiro trimestre, em termos homólogos, revelam os dados mais recentes, do Instituto Nacional de Estatística.
O resultado significa que a economia produziu, em termos reais, mais 1,82% do que no mesmo período do ano anterior. O ritmo é moderado e fica significativamente abaixo do pico de 5,5% registado no terceiro trimestre de 2024, confirmando uma tendência de desaceleração ao longo de 2025.
Nos últimos trimestres, a economia angolana vinha a beneficiar de crescimentos mais robustos: 5,5% no terceiro trimestre de 2024 e 3,5% no primeiro trimestre de 2025, impulsionados sobretudo pela produção de diamantes, minerais e por alguma recuperação do petróleo.
Para 2025, várias instituições internacionais estimavam uma expansão anual entre 1,9% e 3%, pelo que o crescimento de 1,82% se enquadra nesse cenário mais moderado.
O desempenho evidencia o peso crescente do sector não petrolífero — agro-pecuária, comércio, serviços e mineração não petrolífera — que continua a sustentar a actividade económica, embora a um ritmo mais lento. Em sentido contrário, a economia petrolífera mantém-se em contracção, condicionada pela queda na produção e pela revisão em baixa das projecções para este ano. Este factor continua a limitar o potencial de crescimento global, apesar dos avanços na diversificação.
Do ponto de vista das finanças públicas, um crescimento nesta ordem contribui para aliviar algumas pressões sobre as receitas fiscais e a gestão da dívida, mas não é suficiente para inverter totalmente os desafios num contexto de menor receita petrolífera. Para as empresas e investidores, os dados apontam para uma economia ainda em expansão, mas com sinais claros de abrandamento, recomendando prudência relativamente a cenários excessivamente optimistas para 2025.