Os preços do petróleo regressaram às perdas esta terça-feira, depois de uma breve recuperação no início da semana.
As tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China voltaram a dominar a atenção dos investidores, após Pequim lançar uma nova ofensiva indirecta contra Washington, incidindo sobre a capacidade norte-americana de produção naval.
O Ministério do Comércio chinês afirmou que “se quiserem lutar, lutaremos até ao fim; se quiserem falar, a porta está aberta”, em comunicado divulgado após o anúncio de restrições a cinco subsidiárias da sul-coreana Hanwha Ocean, proprietária de um estaleiro na Filadélfia.
A medida surge como resposta às ameaças dos EUA de impor tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses e outras restrições comerciais.
Neste contexto, o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recua 0,76%, para 59,04 dólares por barril. O Brent, referência para a Angola, desvaloriza na mesma proporção, para 62,84 dólares por barril.
Suvro Sarkar, responsável pela equipa de energia do DBS Bank, afirmou à Reuters que “o mercado petrolífero está sensível à retórica de ambas as partes”, embora antecipe estabilidade de preços no curto prazo.
Os preços estão também pressionados pelo relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que voltou a rever em baixa as previsões de consumo mundial.
O grupo cortou as projecções em 210 mil barris por dia para 2025 e em 90 mil para 2026, esperando agora uma procura de 104,3 milhões de barris por dia até ao final deste ano e de 105,5 milhões no próximo.