Mercado & Finanças

Petróleo valoriza com agravamento do conflito na Ucrânia e expectativa de decisão da OPEP+

O preço do petróleo regista nova valorização esta terça-feira, impulsionado pela intensificação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que tem aumentado os receios de disrupção no fornecimento global de crude.

Segundo cálculos da agência Reuters, os recentes ataques ucranianos a instalações petrolíferas em território russo poderão reduzir a produção russa em cerca de 17%, o equivalente a 1,1 milhões de barris por dia. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou a intenção de continuar com esta ofensiva.

Apesar das iniciativas diplomáticas dos Estados Unidos e da União Europeia com o objetivo de encerrar o conflito iniciado há mais de três anos, tanto Kiev como Moscovo têm intensificado as ações militares nas últimas semanas.

O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avança 1,56%, negociando-se a 65,01 dólares. Já o Brent, utilizado como referência na Europa, sobe 0,54%, para 68,52 dólares por barril.

De acordo com Daniel Hynes, estratega de matérias-primas do ANZ, os riscos sobre a infraestrutura energética na Rússia mantêm-se. A Ucrânia realizou novos ataques a refinarias russas durante o fim de semana, enquanto a Rússia tem direcionado ofensivas contra estruturas energéticas e sistemas de transporte na Ucrânia.

Os preços do crude também refletem a possibilidade de um corte nas taxas de juro nos Estados Unidos. O mercado já considera uma redução de 25 pontos base na próxima reunião da Reserva Federal, prevista para setembro. Um corte nas taxas pode contribuir para uma menor valorização do dólar, o que tende a favorecer a procura internacional por petróleo.

No curto prazo, os investidores acompanham a próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+), agendada para domingo. Após terem revertido cortes anteriores de 2,2 milhões de barris por dia para recuperar quota de mercado, os membros do grupo não deverão aumentar a produção, tendo em conta o fim do período de maior procura associado ao verão.

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