Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira, com os investidores a reagirem ao adiamento da imposição de tarifas comerciais por parte dos Estados Unidos à União Europeia (UE) e à expectativa sobre as decisões da OPEP+ em relação à produção global.
O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, subia 0,31%, sendo negociado a 61,72 dólares. Já o Brent, usado como referência paraAngola, avançava 0,32%, fixando-se em 64,99 dólares.
A valorização ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar no domingo o adiamento da aplicação de tarifas de 50% sobre todos os produtos oriundos da UE, o que foi visto como um alívio temporário nas tensões comerciais entre os dois blocos.
Apesar da trégua momentânea, o foco dos mercados está agora voltado para as decisões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+), que poderão determinar os rumos da oferta global no segundo semestre do ano.
“Apesar do adiamento das tarifas com a UE ter dado um suporte imediato aos preços, os olhos continuam voltados para a OPEP+”, afirmou Warren Patterson, estratega de matérias-primas do ING Groep, à Bloomberg.
“Acreditamos que o grupo optará por um novo aumento na produção, o que poderá resultar em excesso de oferta nos próximos meses”, acrescentou.
No plano geopolítico, os EUA demonstraram algum optimismo em relação às negociações com o Irão.
Representantes dos dois países reuniram-se em Roma na semana passada e mostraram abertura para um possível acordo que leve à suspensão das sanções impostas ao petróleo iraniano.
No entanto, o programa nuclear iraniano continua a ser um ponto de discórdia nas conversações.
Desde que Trump assumiu a presidência, em Janeiro, o mercado petrolífero tem enfrentado dificuldades para manter uma trajectória de alta.
A combinação de incertezas comerciais e excesso de oferta pressionou os preços, que chegaram a cair abaixo dos 60 dólares por barril em meio à redução da procura global.