Os preços do petróleo estão a subir esta terça-feira, apoiados pela decisão da OPEP+ de aumentar a produção em apenas 137 mil barris por dia a partir de Novembro, um volume inferior ao esperado, que ajudou a reduzir os receios de excesso de oferta no mercado global.
No início da sessão, o Brent avançava 0,20%, para 65,61 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) registava um ganho de 0,18%, para 61,80 dólares.
A decisão foi interpretada como um sinal de prudência por parte do grupo, que reúne os países da OPEP, a Rússia e outros grandes produtores. Analistas do ING referiram que a medida “contrasta com as expectativas de uma reintrodução mais agressiva da oferta” e demonstra que o cartel “mantém cautela face às previsões de um excedente no quarto trimestre e em 2026”.
Desde o início do ano, a OPEP+ já aumentou as metas de produção em mais de 2,7 milhões de barris por dia, equivalente a cerca de 2,5% da procura global. Apesar disso, factores geopolíticos têm dado suporte aos preços, nomeadamente a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que continua a afectar o fornecimento energético e a gerar incerteza em torno das exportações de crude russo.
Na semana passada, um ataque de drone à refinaria russa de Kirishi paralisou a sua unidade de destilação mais produtiva. Fontes industriais citadas pela Reuters indicam que a recuperação da capacidade poderá demorar cerca de um mês.
Os analistas alertam, no entanto, que o mercado poderá enfrentar pressão nas próximas semanas, à medida que o aumento da produção da OPEP+ e de produtores independentes coincide com sinais de abrandamento da procura global, influenciados pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.