Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira, impulsionados pela decisão da OPEP+ de aumentar a oferta em 137 mil barris por dia em Novembro — um valor inferior ao esperado pelos mercados.
O incremento, embora marque a oitava revisão em alta consecutiva, é considerado modesto face à produção anual.
A decisão atenuou parte das preocupações de um possível excesso de oferta no final de 2025 e em 2026.
Nos mercados internacionais, o West Texas Intermediate (WTI) avançou 1,15%, cotando-se a 61,58 dólares por barril. O Brent subiu 1,12%, para 65,25 dólares.
Segundo a analista independente Tina Teng, citada pela Reuters, a valorização “foi impulsionada principalmente pelo aumento da produção abaixo do esperado, numa tentativa da OPEP+ de amortecer a recente queda nos mercados”.
Chris Weston, da Pepperstone Group, disse à Bloomberg que a decisão “ficou claramente aquém das expectativas”, atribuindo a subida dos preços ao ajuste de carteiras dos investidores, que antecipavam um aumento.
Para Weston, a medida “não favorece a ideia de um mercado com excesso de oferta em 2026”, mas a recuperação dos preços deve manter-se limitada.
Nos últimos trimestres, a OPEP+ tem reduzido gradualmente as restrições ao fornecimento para recuperar quota de mercado.
O cartel tinha acordado recuperar uma parte dos 2,2 milhões de barris por dia de produção, mas os aumentos efectivos têm ficado abaixo do previsto.
A curto prazo, analistas esperam que a época de manutenção de refinarias no Médio Oriente, que obriga à paralisação temporária dessas unidades, contribua para limitar a pressão sobre os preços.