Mercado & Finanças

Petróleo recua com expectativa de aumento da produção pela OPEP+ e sanções dos EUA à Rússia

Os preços do petróleo estão a recuar esta terça-feira, pressionados pela expectativa de que a OPEP+ possa aumentar a produção a partir de Dezembro, decisão que deverá ser confirmada na reunião marcada para o próximo fim de semana.

O optimismo em torno de um possível acordo comercial entre os Estados Unidos e a China e a avaliação do impacto das sanções norte-americanas ao petróleo russo também influenciam o mercado.

O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, desce 0,2% para 61,19 dólares por barril, enquanto o Brent, referência na Europa, recua 0,21% para 65,49 dólares.

As sanções impostas pelos EUA às maiores petrolíferas russas fizeram subir os preços na semana passada.

De acordo com fontes da Casa Branca citadas pela Bloomberg, o objectivo de Washington é tornar o comércio russo mais caro e arriscado, sem provocar um aumento generalizado dos preços globais.

Em resposta, empresas estatais chinesas cancelaram compras de petróleo russo, e refinarias indianas anunciaram uma redução nos fluxos de importação.

“As sanções marcam uma mudança clara na narrativa do mercado petrolífero: da preocupação com o excesso de oferta para o risco de interrupção”, afirmou Charu Chanana, analista da Saxo Markets, à Bloomberg.

“Ainda assim, a menos que as restrições se tornem mais severas ou que os fornecedores alternativos falhem em suprir a procura, o impacto pode ser apenas um prémio geopolítico temporário”, acrescentou.

O mercado acompanha também os avanços nas negociações comerciais entre Washington e Pequim, com os presidentes Donald Trump e Xi Jinping agendados para se reunir na quinta-feira, após progressos obtidos pelos negociadores no fim de semana.

Trump indicou que pretende abordar a questão das importações de petróleo russo durante o encontro, tendo em conta a dependência da China da matéria-prima.

O petróleo caminha para a terceira perda mensal consecutiva, pressionado pelas preocupações com o excesso de oferta e pelo aumento da produção tanto da OPEP+ como de produtores rivais.

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