Os preços do petróleo voltaram a cair esta semana, pressionados pelas tensões comerciais persistentes entre os Estados Unidos e a China, pelo aumento da oferta no mercado e pelos receios de desaceleração económica global.
Trata-se da terceira semana consecutiva de perdas para o chamado “ouro negro”.
Na manhã desta segunda-feira, o West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos, recuava 0,70%, para 57,14 dólares por barril.
Já o Brent, referência para o mercado angolano, desvalorizava 0,64%, para 60,90 dólares por barril.
Segundo analistas ouvidos pela Reuters e pela Bloomberg, o recuo está ligado à previsão da Agência Internacional de Energia (AIE), que antecipa um excedente de oferta mais acentuado do que o inicialmente estimado para o próximo ano, em resultado do aumento da produção nos principais países exportadores.
“Preocupações com o excesso de oferta, somadas aos receios de uma desaceleração económica decorrente da escalada das tensões comerciais entre os EUA e a China, estão a alimentar a pressão de venda”, afirmou Toshitaka Tazawa, analista da Fujitomi Securities, à Reuters.
A incerteza económica é reforçada pela desaceleração da economia chinesa, que registou dois trimestres consecutivos de abrandamento, com as exportações a enfraquecerem devido à redução dos gastos de consumidores e empresas.
Apesar disso, Pequim mantém a meta de crescimento anual de 5%.
A pressão adicional sobre os preços vem ainda das tensões relacionadas com o fornecimento de petróleo russo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a alertar a Índia para cessar a compra de petróleo à Rússia, ameaçando com um aumento “massivo” de tarifas em caso de incumprimento.
Até ao momento, não há avanços nas negociações para pôr fim ao conflito entre Moscovo e Kiev.