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Países Baixos multam Louis Vuitton em 500 mil euros por falhas anti-branqueamento

O Ministério Público neerlandês impôs esta semana uma multa de 500 mil euros à filial da empresa francesa Louis Vuitton no país por não ter aplicado adequadamente os controlos exigidos para prevenir a lavagem de dinheiro nas lojas.

Após uma investigação relacionada com a compra de artigos de luxo com dinheiro do crime organizado, a marca não verificou “adequadamente a identidade dos clientes que realizaram compras repetidas em grandes quantias de dinheiro em numerário”, o que constitui uma infração à Lei de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo (Wwft).

A decisão, aceite pela empresa, decorre de uma investigação por branqueamento que envolve três suspeitos acusados de gastar milhões de euros em artigos de luxo da marca, adquiridos com dinheiro que, segundo o Ministério Público, provinha de um “banqueiro do submundo” já condenado.

Até 1 de Janeiro, a lei do país obrigava as empresas a notificar transações incomuns quando os pagamentos em dinheiro atingissem ou excedessem 10.000 euros, seja numa única operação ou em várias operações relacionadas entre si.

Agora, no país é proibido aceitar pagamentos em dinheiro acima de 3.000 euros.

A Procuradoria sustenta que a Louis Vuitton não cumpriu o princípio ‘conheça o seu cliente’, uma obrigação legal que exige que as empresas identifiquem e avaliem os riscos associados aos seus clientes para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

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