Os preços do ouro atingiram esta segunda-feira de madrugada o quinquagésimo máximo histórico desde o início do ano, impulsionados pela procura de activos de refúgio devido à incerteza provocada pelo “shutdown” do Governo dos Estados Unidos.
O metal precioso alcançou os 3 945,15 dólares por onça, um aumento de 1,51% face à sessão anterior.
Posteriormente, reduziu os ganhos, negociando-se nos 3 927,60 dólares, ainda assim com uma valorização diária de 1,06%.
A tendência de valorização estendeu-se a outros metais preciosos.
A prata avançou 1%, para 48,48 dólares por onça. A platina registou uma subida de 0,22%, para 1 609,00 dólares, enquanto o paládio valorizou 0,16%, cotando-se em 1 266,82 dólares por onça.
Especialistas do sector acreditam que o movimento de alta do ouro ainda não terminou.
Claudio Wewel, estratega da J. Safra Sarasin Sustainable AM, defende que eventuais correcções devem ser vistas como oportunidades de investimento.
Já o Goldman Sachs prevê que, num cenário adverso, o preço possa atingir os 5 000 dólares por onça, embora o cenário base aponte para negociações em torno dos 4 000 dólares a meio do próximo ano.