O ouro atingiu novos máximos históricos esta segunda-feira, ao valorizar 0,80% para 3 839,50 dólares por onça no mercado internacional.
A prata e a platina também registaram ganhos, com a primeira a subir 0,50% para 46,89 dólares e a segunda a avançar 1,80% para 1 608,98 dólares.
A valorização do ouro foi impulsionada pela fraqueza do dólar e pela expectativa de que a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) possa reduzir as taxas de juro já em Outubro e Dezembro.
O índice do dólar recuou 0,2%, tornando o metal mais atractivo para investidores estrangeiros.
Segundo dados de mercado, a probabilidade de um corte da taxa em Outubro é de cerca de 90%.
O risco de paralisação do governo norte-americano, caso não seja aprovado um acordo orçamental até terça-feira, também contribui para a procura por activos considerados refúgio.
A incerteza em torno da divulgação de indicadores económicos, incluindo o relatório sobre o mercado de trabalho, reforça a tendência.
O ouro acumula seis semanas consecutivas de ganhos, de acordo com a Bloomberg, apoiado pela procura de bancos centrais, pelo aumento dos fluxos para fundos cotados em ouro e pelo cenário de taxas mais baixas.
Analistas projectam que a valorização deverá manter-se no curto prazo.
A prata negoceia no nível mais elevado desde 2011, enquanto a platina supera os 1 600 dólares pela primeira vez desde 2013, o que reflecte a conjugação de procura com restrições na oferta.