O ouro está a negociar em terreno negativo esta terça-feira, após ter alcançado um novo máximo histórico durante a madrugada, ao ultrapassar os 4 381,21 dólares por onça.
A correcção ocorre num contexto de realização de lucros e de fortalecimento do dólar norte-americano, factores que pressionam o preço do metal precioso.
Às primeiras horas da manhã, o ouro recuava 0,62%, sendo negociado a 4 328,54 dólares por onça.
Segundo Tim Waterer, analista da KCM Trade, “os movimentos de realização de lucros e a diminuição dos fluxos de procura enquanto activo-refúgio combinaram-se para atenuar o preço do ouro hoje”.
O especialista ressalva, contudo, que eventuais recuos “devem ser encarados como oportunidades de compra, enquanto a Reserva Federal dos EUA mantiver a actual trajectória de redução das taxas de juro”.
Os mercados esperam dois cortes de 25 pontos-base nas taxas diretoras da Fed, um ainda este mês e outro em Dezembro, de acordo com dados do CME FedWatch.
Num cenário de taxas mais baixas, o ouro — ativo que não rende juros — tende a beneficiar.
Waterer acrescenta que a valorização recente do metal “ainda tem espaço para continuar, desde que os dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos EUA não tragam surpresas negativas”.
A divulgação do indicador está prevista para sexta-feira, após ter sido adiada devido à paralisação do Governo Federal, que já dura há 20 dias consecutivos.
Economistas citados pela Reuters estimam que o IPC tenha subido 3,1% em setembro, em termos homólogos, reforçando as expectativas de uma política monetária mais acomodatícia nos próximos meses.