O ouro está a negociar em território positivo e a recuperar dos mínimos de uma semana que atingiu na terça-feira, numa altura em que os investidores aproveitam as mais recentes desvalorizações para voltar a apostar no metal precioso.
O foco dos “traders” vira-se agora para uma leitura do mercado laboral feita por uma empresa privada (a ADP), já que o governo norte-americano continua em “shutdown” e a divulgação dos dados oficiais está suspensa.
A esta hora, o ouro avança 0,94% para 3.969,17 dólares por onça, depois de ter caído abaixo da marca dos 4 mil dólares na terça-feira.
O “sell-off” nos mercados financeiros acabou por se alastrar também ao metal precioso, tendo o mesmo caído 1,5% na sessão anterior, alcançando níveis de 30 de outubro.
“O ouro tem vindo a ser pressionado pelas expectativas cada vez menores de outro corte nas taxas de juro este ano e poderá sofrer ainda mais pressão, caindo para os 3.900 dólares, se os dados da ADP mostrarem um mercado mais resiliente”, explica Jigar Trivedi, analista cambial da Reliance Securities, à Reuters.
O analista atribui a recuperação de hoje a uma “compra com desconto” e à turbulência no mercado accionista, que “reforça a procura por activos seguros”.
No mês passado, o ouro atingiu um máximo histórico de 4.381,21 dólares por onça, mas, desde aí, já desvalorizou cerca de 10%. Tal como está agora a acontecer no sector tecnológico, os investidores aproveitaram os valores recordes para proceder à tomada de mais-valias, numa altura em que a Reserva Federal (Fed) norte-americana adota uma narrativa mais “hawkish” do que antecipado.