O petróleo segue a caminho da segunda semana consecutiva de perdas, pressionado pelo aumento dos stocks globais e pelos receios de um excedente no mercado em 2026.
Apesar disso, os preços do crude recuperam terreno esta sexta-feira, após três sessões seguidas em queda.
O West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos, valoriza 1,11%, voltando a ultrapassar a barreira dos 60 dólares por barril, para 60,09 dólares. Já o Brent, referência para a Europa, sobe 1,04%, para 64,04 dólares.
Ambos os benchmarks encaminham-se, ainda assim, para perdas semanais próximas de 2%, num contexto em que os principais produtores mundiais de petróleo aumentam a oferta.
“O movimento foi amplificado pelos fluxos de aversão ao risco, que fortaleceram o dólar, e pelo shutdown do governo dos EUA, que continua a obscurecer a atividade económica”, explicou Tony Sycamore, analista da IG, à Reuters.
Nos Estados Unidos, os inventários de crude cresceram 5,2 milhões de barris na última semana, o maior aumento desde Julho, o que reforçou os receios de enfraquecimento da procura.
A situação poderá agravar-se com o impacto económico do paralisamento parcial do governo norte-americano, que já levou à redução de operações nos maiores aeroportos do país devido à falta de controladores aéreos.
No plano internacional, a OPEP+ decidiu reforçar a produção de petróleo em Dezembro, mas anunciou a suspensão de novos aumentos no primeiro trimestre de 2026.
A medida gerou inicialmente uma reação positiva nos mercados, mas acabou por pressionar novamente os preços, com os investidores a interpretarem a decisão como um sinal de cautela face a um possível excesso de oferta.