O ouro negoceia sem grandes variações nos mercados internacionais, num momento em que os investidores continuam atentos aos desenvolvimentos da guerra no Irão, embora a reacção dos mercados esteja a ser mais moderada do que nas sessões anteriores.
A onça do metal precioso avançava 0,11%, para cerca de 5.195,12 dólares, depois de ter registado uma subida superior a 1% na sessão anterior.
Apesar das oscilações recentes, o ouro acumula uma valorização próxima de 20% desde o início do ano. No final de Janeiro, o metal chegou mesmo a ultrapassar a marca dos 5.600 dólares por onça, antes de recuar abruptamente para abaixo dos 5.000 dólares, pressionado por uma forte liquidação de posições no mercado de metais preciosos.
A evolução do preço tem sido influenciada pelo comportamento do dólar, que tem mostrado alguma resiliência, e pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente. Tradicionalmente considerado um activo de refúgio, o ouro reagiu inicialmente em alta ao agravamento do conflito com o Irão, mas acabou por perder força com o fortalecimento da moeda norte-americana.
Além disso, o metal precioso foi utilizado por alguns investidores para cobrir perdas noutros activos, nomeadamente no mercado accionista.
Segundo David Wilson, director de estratégia de commodities do BNP Paribas, o ouro foi pressionado pela valorização do dólar e pela queda das acções norte-americanas. Ainda assim, o analista destacou que a procura por ouro físico, sobretudo na Ásia, tem ajudado a sustentar os preços, num contexto em que as perspectivas de subida das taxas de juro continuam também a influenciar o mercado.