O ouro está a desvalorizar mais de 1% esta terça-feira, negociando abaixo da marca dos 4 000 dólares por onça, à medida que o optimismo em torno de um possível acordo comercial entre os Estados Unidos e a China reforça o apetite pelos activos de risco, em detrimento dos activos de refúgio.
O metal amarelo recua 1,43% para 3 925,30 dólares por onça, atingindo mínimos de três semanas, depois de uma queda de 3,2% na sessão anterior.
Apesar das recentes perdas, o ouro ainda acumula uma valorização superior a 50% desde o início do ano.
“O degelo das relações comerciais entre os EUA e a China puxou o tapete debaixo do preço do ouro, devido à redução na procura por ativos de refúgio”, explicou Tim Waterer, analista da KCM Trade, à Reuters.
“Se Trump e Xi Jinping tiverem uma reunião produtiva esta semana, o ouro poderá recuperar, mas isso pode ser compensado caso a Reserva Federal adopte um tom mais moderado com o corte de juros esperado”, acrescentou.
O mercado está agora focado nas reuniões de política monetária da Reserva Federal (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE).
A expectativa é de que a Fed reduza as taxas de juro em 25 pontos-base, enquanto o BCE deverá mantê-las inalteradas pela segunda vez consecutiva.
Os investidores aguardam atentamente as declarações de Jerome Powell e Christine Lagarde em busca de sinais sobre os próximos passos das autoridades monetárias.
“Com o ouro a atingir novos mínimos e os volumes de futuros a permanecerem elevados em dias de queda, é difícil prever até onde os preços podem recuar”, afirmou Chris Weston, da Pepperstone, citado pela Bloomberg.
Em paralelo, o Citi reviu em baixa as suas projeções de curto prazo para os metais preciosos.
O banco passou a prever o ouro a 3 800 dólares por onça (face aos 4 000 anteriores) e a prata a 42 dólares por onça, abaixo dos 55 dólares estimados anteriormente.