O ouro regista perdas esta segunda-feira, após ter atingido máximos de quase dois meses impulsionado pelo agravamento dos confrontos entre Israel e o Irão.
A correção nos preços reflete movimentos de realização de lucros por parte dos investidores, após a forte procura por ativos de refúgio no final de semana.
Às primeiras horas do dia, o metal precioso recuava 0,56%, sendo negociado a 3 413,29 dólares por onça.
A recente valorização do ouro foi impulsionada pelos receios de um alastramento do conflito no Médio Oriente, cenário que favorece ativos considerados seguros. Apesar da tensão, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou esperança de que Israel e Irão consigam chegar a um acordo.
Além das tensões geopolíticas, os mercados estão atentos às decisões de política monetária previstas para esta semana, com destaque para a reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA, agendada para quarta-feira.
A expectativa dos analistas é de manutenção das taxas de juro, embora os investidores aguardem indicações sobre possíveis cortes nos próximos meses — factor que poderá influenciar directamente a trajetória do ouro no curto prazo.