O preço do ouro voltou a recuar esta sexta-feira, caindo 1,56% para 3 276,02 dólares por onça, e atingindo o nível mais baixo em cerca de um mês.
A tendência de queda tem sido influenciada pelo abrandamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e pela evolução positiva nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China.
Segundo Ricardo Evangelista, director-executivo da ActivTrades Europe, o ambiente mais favorável nos mercados financeiros tem diminuído o interesse por activos de refúgio como o ouro.
“O apetite pelo risco impulsionou os principais índices para máximos históricos, o que naturalmente reduz a procura por metais preciosos”, explicou.
Além disso, os investidores aguardam com expectativa os dados do Índice de Despesas com o Consumo Pessoal (PCE) nos EUA, previstos para esta sexta-feira.
Este indicador, considerado a principal referência de inflação da Reserva Federal, poderá influenciar as projeções sobre os juros norte-americanos e, consequentemente, o comportamento do dólar — cuja valorização tende a penalizar o ouro, devido à correlação inversa entre ambos.
Enquanto o ouro recua, outros metais também sofrem ajustes. A platina, que na véspera atingiu máximos de quase onze anos, desce agora 5,30% para 1 346,69 dólares por onça. Já o paládio recua 0,83%, fixando-se em 1 126,65 dólares.