Mercado & Finanças

Ouro atinge máximos históricos e sobe para 3 854 dólares por onça

O ouro atingiu esta terça-feira (30) novos máximos históricos, ao valorizar 0,54% para 3 854,41 dólares por onça, sustentado pela procura de activos de refúgio perante a incerteza política nos Estados Unidos e pela expectativa de novos cortes de juros pela Reserva Federal.

Segundo a Bloomberg, a cotação chegou a tocar os 3 867,25 dólares na madrugada, superando o máximo registado na véspera.

O metal caminha para encerrar Setembro com uma valorização de 12,3%, o maior ganho mensal em quase 16 anos.

O analista Tim Waterer, da KCM Trade, destacou que “o risco de shutdown cria uma névoa de incerteza sobre o mercado, que tem acelerado os ganhos do ouro”, acrescentando que a fasquia dos 4 000 dólares já parece viável até ao final do ano, apoiada num cenário de juros mais baixos e de tensões geopolíticas persistentes.

Nicky Shiels, estratega da MKS PAMP SA, observou que “o ouro não costuma reagir a negociações de última hora sobre shutdowns, mas também não estava num rally tão intenso como agora”, reforçando o papel da incerteza política norte-americana no movimento de valorização.

Os mercados atribuem 89% de probabilidade a um corte de 25 pontos-base pela Reserva Federal já em Outubro, segundo a Reuters.

O presidente da Fed de St. Louis, Alberto Musalem, admitiu abertura a novas reduções, mas alertou para o risco de descurar a inflação.

Paralelamente, os fundos cotados em ouro registaram novos fluxos. O SPDR Gold Trust, maior ETF mundial suportado em ouro, aumentou as reservas para o nível mais elevado desde Julho de 2022.

Enquanto isso, outros metais apresentaram desempenho distinto: a prata recuou 0,41%, para 46,83 dólares, e a platina cedeu 0,27%, para 1 599,10 dólares.

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