Os preços do ouro atingiram novos máximos históricos nesta quarta-feira, ficando a menos de seis dólares de ultrapassar a barreira dos 4 200 USD por onça.
O movimento ocorre num contexto de expectativas de novos cortes nas taxas de juro da Reserva Federal norte-americana (Fed) e de maior procura por activos de refúgio, devido ao agravamento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.
O preço do ouro chegou a subir 1,25% para 4 194,85 dólares por onça, antes de estabilizar em 4 194,68 dólares.
Desde o início do ano, o metal valorizou 59%, apoiado também pela desvalorização do dólar e pelo aumento das reservas de ouro por parte de bancos centrais.
“As perspectivas de médio prazo continuam positivas, especialmente se a Fed flexibilizar a política monetária mais rapidamente do que o esperado e o dólar enfraquecer”, afirmou Linh Tran, analista de mercados da XS, em comentário enviado ao Negócios.
A analista alerta, contudo, que uma recuperação sustentada da economia norte-americana e a redução dos riscos geopolíticos podem limitar a valorização do metal.
Na terça-feira, Jerome Powell, presidente da Fed, indicou que o banco central pretende manter o ciclo de cortes nas taxas de juro.
Powell afirmou que o mercado laboral continua pressionado, embora a economia esteja “numa trajectória um pouco mais firme do que o antecipado”.
O responsável reforçou que cada decisão será tomada “reunião a reunião”, com o objectivo de equilibrar o emprego e a inflação.
A prata também segue em alta, avançando 1,9% para 52,43 dólares por onça, próxima do recorde de 53,54 dólares registado na terça-feira.