Mercado & Finanças

OGE para 2026 aprovado na generalidade com os votos contra da UNITA 

Assembleia Nacional aprova na generalidade proposta de Orçamento Geral do Estado para 2026 com votos contra da UNITA à semelhança do que tem acontecido em anos anteriores. 

A proposta do OGE para 2026, segue agora para debate na especialidade, onde poderá ser sujeito a ajustes ou alterações.

O documento foi aprovado com 118 votos a favor do MPLA, da FNLA e do Partido Humanista de Angola (PHA), com 66 votos contra da UNITA, e a abstenção do Partido da Renovação Social (PRS).

Nas respostas aos deputados, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, disse que a economia angolana “encontrou um novo ciclo de desenvolvimento”, destacando o crescimento do sector não petrolífero nos últimos anos, representando nesta altura 80% do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola.

Segundo José de Lima Massano, no plano da segurança alimentar, “outra grande preocupação”, o registo é igualmente assinalável, frisando que na campanha agrícola 2024/2025 foram produzidos cerca de 30 milhões de toneladas de produtos diversos, um crescimento de cerca de 50% comparativamente a 2018.

“É um crescimento forte que está a acontecer e com o envolvimento de muitas famílias e de muitas empresas a operar no campo”, disse o ministro, enfatizando que o aumento da produção está a permitir a redução da importação de alimentos.

“Nos últimos anos, tendo como referência o ano de 2018, a queda comparativamente ao que temos hoje é de cerca de 44%. Estamos a importar quase metade daquilo que fazíamos no ano de 2018 e essa diferença tem sido essencialmente coberta com a produção nacional”, acrescentou Lima Massano, sublinhando que o aumento da produção também está a promover o processamento alimentar, com um crescimento de 60%, nos últimos 12 meses.

Sofia Mussonguela, do grupo parlamentar da UNITA, referiu que o OGE para 2026 não responde às urgências reais do povo angolano, por isso o voto contra do maior partido da oposição.

“Continuamos a ver um orçamento excessivamente concentrado em despesas correntes que alimentam a máquina do Estado, mas negligenciam os pilares fundamentais do desenvolvimento – saúde, educação, agricultura familiar e a segurança alimentar”, disse a deputada do ‘Galo Negro’.

O deputado do PHA, Fernando Dinis, que votou favoravelmente o OGE, fez uma declaração de voto em que disse que votou “por responsabilidade institucional”, para garantir estabilidade do país, não significando “acordo total com o conteúdo do orçamento”. “O OGE 2026 precisa de ajustamentos sérios na especialidade, sobretudo nos setores saúde, educação, agricultura familiar e proteção social”, referiu o deputado.

Por sua vez, o deputado Benedito Daniel, do PRS, disse que a abstenção teve em conta que durante o debate foram colocadas algumas perguntas que esperava serem solvidas, mas não houve oportunidade total para as respostas”. “Apesar de estar de acordo com o formalismo e o espírito da proposta, as dúvidas ainda persistem, o que constitui reserva bastante para a opção do sentido de voto”, realçou Benedito Daniel.

Da parte do grupo parlamentar do MPLA, a deputada Maria Idalina Valente, afirmou que o OGE para 2026 traduz a continuidade de uma visão estratégica, assente na estabilidade macroeconómica, no reforço da coesão social e no desenvolvimento harmonioso de Angola.

“Trata-se de um orçamento construído com rigor, prudência e espírito de serviço público, alinhado com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, demonstrando coerência na execução das prioridades nacionais”, disse a deputada do grupo parlamentar do partido que detém a maioria no parlamento.

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