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Noruega elimina o Brasil e leva a canarinha ao pior registo de sempre em Mundiais

A Noruega eliminou o Brasil dos oitavos de final do Mundial 2026, ao vencer por 2-1, em Nova Iorque, com um bis de Erling Haaland, aos 80 e aos 90 minutos. Neymar ainda reduziu de grande penalidade, já em tempo de compensação, no seu octogésimo golo pela selecção — o primeiro em dois anos e meio —, mas não evitou a queda da canarinha, que soma agora seis Mundiais seguidos sem vencer o troféu (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026). Para a Noruega, é a primeira vez de sempre nos quartos de final de um Campeonato do Mundo.

Num dos jogos mais esperados destes oitavos, Brasil e Noruega corresponderam às expectativas e, em Nova Iorque, deram um espetáculo digno da Broadway. Mas, entre todas as estrelas que estiveram em campo, Haaland foi a que brilhou mais, guiando os nórdicos a uma vitória por 2-1.

Com Paquetá ausente por lesão, Ancelotti alterou a estrutura, abdicando de um médio para jogar em 4x4x2, lançando Martinelli para formar dupla de ataque com Matheus Cunha. Do lado norueguês, Ryerson deixou de ter carta branca para subir no terreno (graças a Vinícius) e Sorloth ficou mais encostado à linha, com Haaland na frente e Odegaard nas suas costas. Aursnes e Schjelderupcomeçaram no banco.

E se havia dúvidas se este iria ser um grande jogo, os primeiros 15 minutos dissiparam-nas. Logo aos 3′, os milhões de brasileiros espalhados pelo mundo apanharam um valente susto quando Berg atirou para o fundo das redes. O susto, porém, durou pouco, já que o lance foi invalidado por fora de jogo de Sorloth, autor da assistência.

A resposta chegou aos 14′. Ajer derrubou Matheus Cunha na grande área e, após ser chamado ao monitor, Ismail Elfath assinalou penálti. Bruno Guimarães assumiu… e Nyland adivinhou o lado.

Este lance deu o mote ao que iria ser o resto do primeiro tempo. Nyland, de um lado, e Alisson, do outro, ditaram a lei, negando todas as oportunidades que existiram… e não foram poucas. O encontro esteve sempre vivo, com as equipas a presentearem os adeptos com um futebol de qualidade, ofensivo, a arriscarem — tanto que, por vezes, o jogo ficou partido e algo desorganizado — e o golo podia ter chegado para qualquer lado. Ao intervalo, contudo, reinava o nulo.

Segundo tempo recheado

Na segunda parte, com as alas renovadas — entraram Schjelderup e Bobb —, o conjunto escandinavo ia trocando passes, num ritmo moderado, pela certa, tentando fazer crescer a impaciência brasileira. Resultou durante 15 minutos.

Vinícius — que esteve em grande plano — ofereceu o golo a Endrick (59′), Rayan tentou a sorte (62′) e Bruno Guimarães esteve na cara do golo (63′). Todos estes lances acabaram da mesma maneira: defesa do guardião viking.

Ninguém parecia capaz de desatar o nó. Mas, num jogo que era uma autêntica constelação, faltava uma estrela aparecer. Já com Aursnes e Neymar em campo, Schjelderup bailou do lado esquerdo e cruzou para a área. À espera estava o inevitável ErlingHaaland, que se movimentou rápido para se antecipar a Gabriel Magalhães e cabeceou para o fundo das redes (80′).

A maldição Noruega estava bem viva, o sonho do hexa a desvanecer-se, mas o Brasil não desistiu. A canarinha tentou o tudo por tudo até ao fim. Mais uma vez, Nyland mostrou-se à altura, segurando a vantagem nórdica. Depois, chegou a machadada final. Aos 90′, Haaland recebeu de fora de área, parou, olhou e atirou forte e rasteiro, batendo Alisson pela segunda vez e aumentando as dúvidas: será mesmo deste mundo?

Antes do final, tempo para um momento simbólico. Aos 90+8′, Neymar converteu uma grande penalidade para chegar ao 80.º golo com a camisola da selecção, o primeiro em dois anos e meio.

De nada serviu. A Noruega está, pela primeira vez, nos quartos de final, aumenta a série de invencibilidade frente ao conjunto brasileiro (já vai em cinco jogos) e manda a canarinha para casa com um recorde negativo: pela primeira vez na história, o Brasil fica seis edições de Mundiais seguidas sem ganhar o troféu (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026).

Publicado em A Bola

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