As negociações entre os gigantes da mineração Rio Tinto e Glencore terminaram sem um acordo, pondo fim à mais recente tentativa de criar a maior empresa de mineração do mundo.
O projecto de fusão, que teria um valor combinado estimado em mais de 260 mil milhões de dólares, foi oficialmente abandonado depois de as duas partes não conseguirem chegar a consenso sobre pontos fundamentais, como a avaliação da Glencore e os termos de liderança e controle do grupo resultante.
Segundo relatos, a Glencore considerou que a proposta subestimava significativamente o valor dos seus activos, particularmente no negócio de cobre, enquanto a Rio Tinto não estava disposta a pagar o prémio elevado exigido pela sua rival. Estas divergências foram decisivas para o fracasso das conversas.
O colapso das negociações marca a terceira tentativa falhada de fusão entre as duas empresas ao longo de cerca de duas décadas, após iniciativas anteriores em 2008 e 2014 terem também sido abandonadas.
No mercado accionista, a notícia teve impacto imediato: as acções da Glencore caíram com força, enquanto as da Rio Tinto sofreram uma queda mais moderada nas bolsas europeias.
A possível fusão vinha sendo discutida no contexto da crescente procura por metais como o cobre, essenciais para tecnologias verdes e transição energética, e representaria uma consolidação significativa num sector em transformação. Com o fim das negociações, ambas as empresas regressam a estratégias independentes de crescimento e investimento.