Ricardo Viegas de Abreu anunciou a criação de um fundo de investimento destinado a suportar projectos nos sectores dos transportes e das infra-estruturas, reforçando a aposta do Governo em posicionar Angola como um hub logístico de referência na região da SADC.
Em entrevista à TPA, o ministro dos Transportes destacou a transformação do sector que tutela como um motor essencial para o progresso económico e social do país.
Sublinhou ainda que o sector adoptou uma abordagem integrada e estruturada, orientada para o desenvolvimento sustentável, com o objectivo de conectar de forma eficiente as diferentes regiões de Angola e posicionar o país como um ponto estratégico no contexto africano e mundial.
Viegas de Abreu, partiu, entretanto, para a Suíça, e em Genebra, nesta quarta-feira, anunciou que o Governo quer ligar as suas principais infra-estruturas com ferrovias para facilitar o comércio dentro do país e com os vizinhos na região.
“No que diz respeito ao comércio em particular, no plano mestre definimos como integrar estas grandes infra-estruturas portos, caminhos-de-ferro, aeroportos e estradas e permitir a sua expansão, não apenas dentro do país, mas também ligando-as aos países vizinhos”, referiu o ministro, numa mesa-redonda na 16.ª Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD16).
Angola tem uma linha costeira de 1.600 quilómetros e os três principais portos – Luanda, Lobito e Namibe – estão ligados por caminhos-de-ferro.
Voltando à entrevista da televisão pública, o governante incentivou também as empresas portuguesas a alterarem a sua estratégia, passando de simples prestadores de serviços a investidores, assumindo riscos e a gestão de infraestruturas — à semelhança do que já acontece com a concessão do Terminal Multiusos de Luanda.
Acrescentou que os futuros concursos para terminais no Porto do Lobito e para o Caminho-de-Ferro de Benguela irão reforçar este modelo de parceria.
Na mesma linha, Viegas de Abreu confirmou que o Governo assegurará um investimento inicial de cerca de 3 mil milhões USD para o Metro de Superfície de Luanda, previsto para 2026, tendo em conta a complexidade do projecto e a necessidade de o Estado dar o pontapé de saída para atrair investimento privado nas fases seguintes.
O ministro realçou ainda a importância de infraestruturas modernas, como o novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto e o Corredor do Lobito, para a transformação logística de Angola, ampliando parcerias internacionais e investimentos estratégicos.
Estas acções reforçam a visão de Angola como um centro logístico e de transporte competitivo e integrado.