Mercado & Finanças

Mercado petrolífero reage a aumento de reservas nos EUA e corte de preços saudita

O preço do petróleo está a registar uma ligeira recuperação esta quinta-feira, após duas sessões consecutivas de perdas, numa altura em que os investidores analisam o aumento inesperado das reservas de crude nos Estados Unidos e a recente decisão da Saudi Aramco de cortar os preços para o mercado asiático.

O West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos, valorizava 0,45%, para 59,88 dólares por barril, mantendo-se ainda abaixo da barreira dos 60 dólares. Já o Brent, referência para o mercado europeu, avançava 0,38%, para 63,76 dólares por barril.

De acordo com dados do American Petroleum Institute (API), os inventários de petróleo bruto norte-americanos subiram 6,5 milhões de barris na semana passada — o maior aumento desde julho. Em contrapartida, as reservas de gasolina caíram 5,65 milhões de barris, atingindo mínimos de cinco anos, enquanto os destilados recuaram 2,46 milhões.

Na Arábia Saudita, a petrolífera estatal Saudi Aramco decidiu reduzir de forma acentuada os preços de venda do crude destinado à Ásia. A medida, embora esperada pelos analistas, reflete a crescente preocupação com a procura global e a possibilidade de um excedente de oferta em 2026.

“Espera-se que a pressão descendente continue a dominar o mercado atual, uma vez que as preocupações com a procura persistem”, afirmou Kim Kwangrae, analista de matérias-primas da Samsung Futures, citado pela Bloomberg.

Desde o início do ano, o Brent acumula uma queda de cerca de 15%, penalizado pela reversão dos cortes de produção da OPEP e pelas previsões de excesso de oferta. Ainda assim, as sanções impostas pelos Estados Unidos às petrolíferas russas e os ataques da Ucrânia a infraestruturas energéticas do país vizinho têm atenuado a magnitude das perdas.

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