Mercado & Finanças

Lufthansa vai apoiar a modernização e reestruturação da TAAG

Com a privatização no horizonte, a TAAG vai contar com o apoio da Lufthansa, uma das mais importantes e influentes companhias aéreas do mundo, para a necessária modernização e reestruturação, incluindo apoio financeiro. 

A Lufthansa vai trabalhar com a TAAG através de um contrato assinado para apoiar a reestruturação da companhia aérea angolana.

Este acordo visa modernizar e reestruturar a TAAG em diversas áreas, como governança corporativa, comercial, manutenção, engenharia, formação, operações e definição de rotas, com o objectivo de tornar a TAAG uma companhia aérea de referência, preferencialmente a nível africano.

A parceria também está alinhada com a meta de transformar Angola num hub regional de transporte aéreo. O acordo é um investimento dos acionistas da TAAG e inclui componentes financeiras, mas o valor não foi revelado.

Além disso, a Lufthansa Technik já assegura serviços técnicos para a manutenção da frota de aeronaves da TAAG, incluindo os novos Boeing 787, desde 2025. A relação entre Lufthansa e TAAG já existe há algum tempo, e o contrato formaliza esse compromisso em alto nível, podendo a Lufthansa ser um parceiro estratégico no processo futuro de privatização da TAAG.

“Achámos muito importante estabelecermos esta forma de parceria no sentido de termos o suporte da Lufthansa no processo de modernização e reestruturação da TAAG nos diferentes domínios, assegurando que, de facto, teremos uma companhia aérea de bandeira de referência e, de preferência, a nível do continente africano”, afirmou o Ricardo Viegas de Abreu, em declarações aos jornalistas à margem do encontro entre o Presidente João Lourenço e o seu homólogo alemão, Frank-Walter Steinmeier, no Palácio Presidencial, em Luanda.

De acordo com o ministro dos Transportes, os domínios de intervenção abrangem “a melhoria do modelo de governação corporativa, as áreas comercial, de manutenção, engenharia, formação, operações e apoio na definição de rotas importantes”, com vista à concretização da “visão de um `hub` aéreo nacional” em que se integra a abertura do novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto”.

“É um trabalho que já está em curso e agora temos essa oportunidade de garantir o suporte de um dos principais grupos de aviação civil europeus, que nos pode ser muito útil neste processo de transformação”, referiu Ricardo Viegas de Abreu.

O governante explicou que se trata de “um acordo de serviços” que “comporta obviamente uma componente financeira”, assegurando que “as condições estão acauteladas para garantir que tudo decorra com normalidade”.

“É um investimento que estamos a fazer na transformação da nossa companhia aérea de bandeira. Os accionistas da TAAG acabam por ser também os principais patrocinadores deste investimento na reestruturação e modernização da companhia”, acrescentou, escusando-se a revelar o valor envolvido.

“Não faz sentido referirmos o montante, mas é um investimento dentro dos padrões adequados e que vai permitir garantir que tenhamos uma companhia aérea reestruturada, capacitada e preferencial na região africana austral para a conectividade do continente”, justificou.

O ministro adiantou que a relação com a Lufthansa “já existe há algum tempo” e que o contrato agora assinado “formaliza ao mais alto nível esse compromisso” com “um dos principais grupos europeus da aviação civil e do transporte aéreo”.

Questionado sobre o futuro da companhia e o processo de privatização, Ricardo Viegas de Abreu admitiu que as duas dimensões estão relacionadas: “Claro que tem a ver. Sempre dissemos que gostaríamos de poder entrar num momento de abertura de capital da TAAG em que estivéssemos numa condição mais adequada para trabalhar com parceiros”.

“Nós temos o desejo de poder escolher com quem é que queremos casar. Por isso, temos de nos preparar para isso”, disse o ministro, admitindo que a Lufthansa “poderá ser um parceiro desejável” nesse processo.

Ricardo Viegas de Abreu destacou que a parceria também reforça a estratégia de transformar Angola num `hub` regional de transporte aéreo.

Actualmente, a TAAG detém uma quota de mercado de cerca de 70% nas ligações internacionais e de 90 por cento a nível nacional, “o que demonstra a responsabilidade” de se ter “uma companhia aérea com saúde financeira, eficiência operacional e segurança, condições que nos permitirão desenvolver ainda mais o sector”, concluiu o ministro dos Transportes.

Relacionadas

Ministro destaca papel da banca no financiamento do sector de

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo,

SME inicia emissão de passaporte electrónico no MIREMPET

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro

Shell manifesta interesse em reforçar parceria com Angola

O Diretor-Geral da Shell, Alioune Sourang, foi recebido em 4