O índice de preços no consumidor (IPC) da China caiu 0,1% em Maio, em termos homólogos, prolongando para quatro meses consecutivos a tendência de queda.
O recuo foi igual ao registado em Abril e Março, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Gabinete Nacional de Estatística (NBS).
Em termos mensais, a queda foi de 0,2% em relação a Abril.
Analistas esperavam estabilidade, o que não se confirmou. O índice de preços no produtor também recuou 3,3% em Maio face ao mesmo mês do ano anterior, agravando a descida de 2,7% verificada em Abril.
O risco de deflação na segunda maior economia mundial tem aumentado nos últimos meses, impulsionado pela crise prolongada no sector imobiliário e pela fraca procura interna.
A deflação, caracterizada por quedas generalizadas nos preços, pode comprometer o investimento e o consumo, ao reduzir o valor dos activos usados como garantia para créditos.
Apesar do cenário negativo, o NBS destacou um aumento de 0,6% na inflação subjacente, que exclui os preços de alimentos e energia.
Segundo o organismo, a queda mensal do IPC reflectiu principalmente a descida dos preços da energia.
As autoridades chinesas têm colocado o estímulo ao consumo doméstico como prioridade para 2025.
Em Maio, Pequim e Washington acordaram uma redução temporária nas tarifas comerciais por 90 dias.
No entanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou recentemente a China, acusando o país de não cumprir os termos de um acordo permanente.
No caso dos preços na indústria, o NBS atribuiu a queda a factores externos, incluindo a descida do preço do petróleo e a fraca procura interna por carvão.
O recuo de 3,3% no índice de preços no produtor ficou acima do esperado pelos analistas.