Economia

Inflação em Angola mantém trajectória descendente fixando-se em 8,3%

A inflação homóloga em Angola desceu para 8,43% em Setembro, menos 0,36 pontos percentuais face a Agosto e 9,73 pontos abaixo do valor registado no mesmo mês de 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A desaceleração confirma a trajectória de moderação dos preços na economia angolana, embora o custo de vida continue a pressionar os orçamentos familiares.

Por classes de despesa, a educação registou a maior subida homóloga, de 18,53%, seguida da alimentação e bebidas não alcoólicas, com 9,54%. As bebidas alcoólicas e o tabaco apresentaram uma variação de 9,10%, a mesma registada na saúde, enquanto a habitação, água, electricidade e combustíveis aumentaram 9,07%.

Apesar de a educação apresentar a maior variação percentual, foi a alimentação que mais contribuiu para a inflação geral, reflectindo o peso dos produtos alimentares no consumo das famílias.

A descida da inflação constitui um sinal favorável para a estabilidade macroeconómica e pode abrir espaço a uma política monetária menos restritiva. Contudo, a redução do ritmo de subida dos preços não significa que os bens e serviços estejam mais baratos.

O desafio passa agora por consolidar esta tendência e garantir que a desaceleração da inflação se traduza, progressivamente, numa melhoria do poder de compra dos angolanos.

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