Petrolífera portuguesa reforça resultados globais após saída de Angola
A Galp registou um lucro recorde de 973 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2025 — um aumento de 9% face ao mesmo período do ano passado. Trata-se do melhor resultado de sempre da petrolífera portuguesa.
A empresa deixou de realizar actividades de exploração e produção de petróleo em Angola em 2024, após a venda dos seus activos de upstream à Somoil, marcando o fim da presença directa no sector petrolífero angolano.
Lucros impulsionados pelo Brasil e pelas margens de refinação
O desempenho da Galp foi impulsionado sobretudo pelas margens de refinação e pela produção de petróleo e gás no Brasil, responsável por cerca de metade dos resultados entre Julho e Setembro de 2025.
O EBITDA atingiu 2.420 milhões de euros, menos 7% do que no período anterior, mas ainda assim suficiente para consolidar a posição financeira da empresa num contexto económico global volátil.
Venda à Somoil marcou o fim das operações directas em Angola
A Galp concluiu, em 2024, a venda das suas participações em projectos de exploração e produção de petróleo em Angola, num negócio avaliado em cerca de 830 milhões de dólares.
A operação transferiu para a Somoil a gestão dos blocos petrolíferos onde a Galp operava, encerrando uma presença histórica da petrolífera portuguesa no país.
Impacto em Angola é essencialmente indirecto
Com a saída da Galp, Angola perde uma ligação directa ao desenvolvimento operacional da empresa, mantendo apenas eventuais impactos indirectos, como ajustes na cadeia comercial de produtos petrolíferos e potenciais futuras parcerias em energias renováveis.
Os lucros recorde da Galp têm, assim, um efeito limitado no mercado angolano, mas reforçam o papel da petrolífera portuguesa no cenário energético internacional — e colocam a Somoil no centro da expectativa sobre a rentabilização dos activos adquiridos.
A Galp registou um lucro recorde de 973 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2025, 9% acima do período homólogo, consolidando uma posição financeira inédita para a petrolífera portuguesa.
O impacto directo deste resultado em Angola é limitado, pois a Galp deixou de fazer exploração e produção de petróleo no país em 2024, após a venda dos seus ativos de upstream à Somoil.
O recorde de lucros foi alcançado sobretudo devido ao bom desempenho operacional e à melhoria das margens de refinação, com a produção de petróleo e gás no Brasil a ser responsável por metade dos resultados entre Julho e Setembro de 2025.
O EBITDA totalizou 2.420 milhões de euros, apesar de uma quebra de 7% em relação ao período anterior, reflectindo uma resiliência da empresa numa conjuntura macroeconómica volátil.
A Galp concretizou em 2024 a venda das suas participações na exploração e produção de petróleo em Angola, movimento que marca o fim de operações directas da empresa no sector petrolífero angolano.
O encaixe financeiro desta transação foi de cerca de 830 milhões de dólares, transferindo a operação dos blocos petrolíferos para a angolana Somoil.
Angola perde assim uma ligação direta ao desenvolvimento operacional da Galp, ficando apenas com eventuais impactos indirectos, como ajustes na cadeia comercial de produtos petrolíferos ou possíveis futuras parcerias em energias renováveis.
Com o fim das actividades de exploração em Angola, o impacto dos lucros recorde da Galp é sobretudo indirecto, limitado à cadeia global de valor do petróleo, ao mercado internacional, e à capacidade da Somoil de beneficiar dos activos transferidos.