Economia

Exportações lusófonas para a China atingem máximo histórico

As exportações dos países de língua portuguesa para a China cresceram 22,1% entre Janeiro e Agosto, atingindo 105,8 mil milhões de dólares, o valor mais elevado registado nos primeiros oito meses de um ano desde 2013.

Os dados, compilados pelo Fórum de Macau com base nas estatísticas das alfândegas chinesas, mostram um reforço significativo das relações comerciais entre a China e o espaço lusófono.

O Brasil manteve-se como o principal fornecedor lusófono do mercado chinês. As exportações brasileiras aumentaram 25,1%, para 90,9 mil milhões de dólares, estabelecendo igualmente um novo máximo para o período.

Angola registou um crescimento de 9,8% nas vendas para a China, que alcançaram 11,5 mil milhões de dólares. Portugal apresentou uma evolução mais moderada, com as exportações a crescerem 1,1%, para 1,97 mil milhões de dólares.

Entre os restantes países, a Guiné Equatorial destacou-se com um aumento de 24,2%, para 577,4 milhões de dólares. Timor-Leste registou também uma subida expressiva, passando de apenas 44 mil dólares para 2,23 milhões de dólares.

Cabo Verde mais do que duplicou as suas exportações para o mercado chinês, embora partindo de uma base inferior a quatro mil dólares.

Em sentido contrário, Moçambique registou uma quebra de 19,3%, com as exportações para a China a fixarem-se em 883,6 milhões de dólares. São Tomé e Príncipe apresentou a maior queda, de 89,5%, face ao mesmo período de 2025.

Importações chinesas também aumentam

No sentido inverso, as importações dos países lusófonos provenientes da China cresceram 21,3%, para 69,9 mil milhões de dólares, igualmente o valor mais elevado registado nos primeiros oito meses de um ano.

O Brasil voltou a destacar-se como o maior comprador de produtos chineses entre os países de língua portuguesa, com importações de 57,4 mil milhões de dólares, mais 22,4% do que no período homólogo de 2025.

Portugal importou mercadorias chinesas no valor de 5,5 mil milhões de dólares, correspondente a um crescimento de 21,1%.

No conjunto, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos atingiram 175,7 mil milhões de dólares, mais 21,8% do que um ano antes.

O saldo comercial foi favorável ao espaço lusófono, que registou um excedente de 35,9 mil milhões de dólares.

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