Internacional

EUA exigem que Banco Mundial financie projectos de petróleo, gás e mineração em águas profundas

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, apresentou uma extensa lista de exigências ao Banco Mundial, alinhadas com as prioridades da Administração do Presidente Donald Trump, incluindo o fim da proibição de financiamento de projectos de exploração de petróleo e gás, o investimento na mineração de minerais críticos em águas profundas e a reforma das políticas de contratação e aquisição da instituição.

Numa declaração divulgada na noite de ontem, quarta-feira, dia 14, aos comités directivos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), Bessent defendeu igualmente que o FMI deve intensificar a pressão sobre os países cujas políticas económicas não seguem as regras de mercado e contribuem para desequilíbrios globais, numa referência indirecta às críticas dos Estados Unidos à China.

Bessent afirmou que o Banco Mundial deve adoptar uma abordagem tecnologicamente neutra no sector energético e eliminar as restrições ao financiamento de projectos de petróleo e gás natural. «O Banco não pode invocar de forma credível a apropriação nacional dos projectos enquanto exclui categoricamente os projectos de exploração e produção antes mesmo de avaliar os seus méritos», declarou.

No domínio dos minerais críticos, o Tesouro considera que o Banco Mundial deve desempenhar um papel importante no desenvolvimento da capacidade de extracção e transformação destes recursos. A posição norte-americana inclui a mineração em águas profundas, sector no qual a instituição poderá contribuir para o desenvolvimento de conhecimentos técnicos e orientações, numa fase ainda incipiente da actividade.

O responsável norte-americano defendeu igualmente que países com níveis de rendimento mais elevados, como a China e a Polónia, devem deixar de recorrer mais rapidamente aos empréstimos do Banco Mundial. Bessent considera ainda que as políticas de contratação e aquisição de projectos da instituição devem ser reformadas para evitar o incentivo a subsídios e a políticas industriais que distorçam a concorrência. O objectivo, segundo afirmou, deve ser promover reformas que garantam maior concorrência e qualidade.

Relativamente ao FMI, o Departamento do Tesouro defendeu o reforço da análise dos desequilíbrios económicos globais, incluindo os efeitos das políticas e práticas que não obedecem às regras de mercado, bem como das taxas de câmbio.

«O FMI foi criado para prevenir este tipo de políticas distorcidas e os seus efeitos negativos sobre outros países, pelo que deve fazer ouvir a sua voz sobre esta questão fundamental ou correr o risco de ser marginalizado», advertiu o Tesouro norte-americana.

Relacionadas

Airbus prevê que serviços à aviação comercial cresçam 3,8% ao

O mercado global de serviços à aviação comercial deverá atingir

Shell sai da distribuição de gás na Nigéria e vende

A petrolífera britânica acordou vender a totalidade da Shell Nigeria

G20 reúne-se em Banguecoque sob o peso da guerra, da

Os ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do