Mercado & Finanças

Economia de Espanha cresce 2,8% no terceiro trimestre, impulsionada pela procura interna

A economia de Espanha registou um crescimento de 2,8% no terceiro trimestre do ano, em termos homólogos, e de 0,6% em cadeia, face ao trimestre anterior, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística espanhol (INE).

O desempenho representa uma desaceleração em relação ao segundo trimestre, período em que o Produto Interno Bruto (PIB) tinha avançado 2,9% em termos homólogos e 0,7% em cadeia, mas confirma a resiliência da economia espanhola num contexto europeu ainda marcado por incertezas.

O crescimento entre Julho e Setembro foi sustentado sobretudo pela procura nacional, com o investimento e o consumo a contribuírem com 3,8 pontos percentuais para a expansão do PIB. Em sentido oposto, a procura externa teve um contributo negativo de 1 p.p., reflectindo o impacto das exportações e importações na comparação com o mesmo período de 2024.

No conjunto do ano, a economia espanhola cresceu 3,5% em 2024, de acordo com a estimativa mais recente do INE, mantendo-se como uma das economias com melhor desempenho na União Europeia.

As perspectivas para os próximos anos continuam favoráveis. Em Setembro, o Governo de Espanha e o Banco de Espanha melhoraram as previsões de crescimento para 2025, apontando para 2,7% e 2,6%, respectivamente. Para 2026, o Executivo estima uma expansão de 2,2%, seguida de 2,1% em 2027 e 2028, antecipando um impacto positivo no mercado de trabalho.

Apesar da trajectória de crescimento, Espanha continua a apresentar a taxa de desemprego mais elevada da União Europeia. O Governo prevê que o indicador se situe em 10,3% no final deste ano, com uma redução gradual até 8,7% em 2028, apoiada pelo dinamismo da economia. Segundo o Executivo espanhol, a procura interna, em particular o consumo das famílias, continuará a ser o principal motor do crescimento até 2028, enquanto o contributo da procura externa deverá manter-se negativo.

Também o Banco de Espanha reforçou recentemente as suas previsões, elevando em duas décimas a estimativa de crescimento do PIB para 2,6% em 2025, mantendo as projeções de 1,8% em 2026 e 1,7% em 2027, igualmente assentes no dinamismo do consumo privado.

A Comissão Europeia reviu igualmente em alta as perspectivas para a economia espanhola, prevendo um crescimento do PIB de 2,9% em 2025 e 2,3% em 2026. Bruxelas destaca o papel do consumo privado, beneficiado pelo aumento do poder de compra, crescimento do emprego e fluxos migratórios sustentáveis, bem como o impacto positivo da execução dos fundos europeus do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para além do crescimento, a Comissão Europeia antecipa uma inflação de 2,6% em 2025 e de 2% em 2026, após 2,9% em 2024, assim como uma redução gradual do desemprego para 10,4% em 2025 e 9,8% em 2026.

No plano das contas públicas, Bruxelas prevê um défice público de 2,5% do PIB este ano, abaixo dos 3,2% registados em 2024, e uma redução da dívida pública de 101,6% do PIB em 2024 para 100% em 2025 e 92,8% em 2026.

No conjunto da zona euro, a Comissão Europeia estima que o PIB cresça 1,3% este ano, com Espanha a destacar-se como uma das economias com maior dinamismo no bloco.

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