Angola registou arrecadação fiscal 28,7% acima do período homólogo e inflação abaixo dos 12% no primeiro trimestre de 2026, num momento em que o FMI posiciona o país como a terceira economia da África subsaariana.
A equipa económica do Governo reuniu-se em Luanda com o Grupo Técnico Empresarial (GTE) para apresentar o desempenho da economia angolana no primeiro trimestre de 2026, num encontro presidido pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José Lima Massano. A sessão serviu também para dar posse ao novo coordenador do GTE, Manuel Sumbula, Presidente da Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA).
Os números apresentados revelam uma trajectória positiva. A arrecadação fiscal atingiu cerca de 1,6 biliões de Kwanzas em Maio, superando em 28,7% o valor registado no mesmo período de 2025 — um resultado que José Lima Massano classificou como uma “demonstração de consistência”. A taxa de inflação situou-se em 11,6% no trimestre, com a projecção de que não ultrapasse os 13,7% até ao final do ano, num sinal de estabilização gradual dos preços.
No que respeita à estrutura do Produto Interno Bruto, a agro-pecuária e o comércio destacam-se como os sectores com maior peso, cada um a contribuir com 20,52%, seguidos do petróleo com 15,78%, da indústria transformadora com 6,18%, da construção com 3,3% e das pescas e aquicultura com 2,93%. Os números reflectem o esforço de diversificação da economia nacional, com os sectores não petrolíferos a consolidar uma presença crescente no PIB.
O contexto internacional reforça a leitura positiva: o Fundo Monetário Internacional posicionou Angola, em Abril passado, como a terceira economia da África subsaariana e a sexta de todo o continente africano.
No plano institucional, José Lima Massano sublinhou o papel do GTE no diagnóstico dos problemas estruturais da economia e no apoio à produção legislativa, reafirmando o compromisso do Executivo em aprofundar uma parceria que se mantém há cerca de dez anos. O GTE, criado em 2017 por sugestão do Presidente da República, congrega 32 associações empresariais e um grupo de consultores, funcionando como plataforma privilegiada de diálogo entre o sector privado e o Governo.