O dólar avança contra a maioria das principais moedas e prolonga o movimento de recuperação após as perdas registadas no final da semana passada.
A valorização ocorre apesar do aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e das expectativas em torno de dois cortes de 25 pontos base nas taxas de juro da Reserva Federal norte-americana.
Após um fim de semana marcado por um tom conciliatório entre os dois países, com o Presidente norte-americano, Donald Trump, a afirmar que “iria ficar tudo bem” com a China, Pequim anunciou medidas contra cinco subsidiárias de uma empresa sul-coreana com relevância no sector naval norte-americano.
A decisão agravou a disputa comercial e pressionou temporariamente o dólar, que voltou depois a registar ganhos.
O euro desce 0,13% para 1,1556 dólares e a libra recua 0,55% para 1,3260 dólares. Em relação ao iene japonês, a moeda norte-americana perde 0,22% para 151,95 ienes, mantendo-se praticamente estável frente ao franco suíço.
“Há um argumento claro de que isto não vai terminar apenas com conversas, porque a origem das tensões exige concessões que nenhuma das partes parece disposta a fazer”, afirmou Vishnu Varathan, analista da Mizuho, à Reuters.
Segundo o especialista, a relação entre Washington e Pequim já não é apenas cíclica, mas um novo factor estrutural da economia global.
No mercado de criptoactivos, após uma liquidação de posições no fim de semana, as principais moedas digitais prolongam as quedas.
A bitcoin recua 3,04% para 111 761,10 dólares e a ether desce 6,21% para 3 981,16 dólares.