Kristalina Georgieva reuniu-se com a equipa económica do Executivo angolano para debater políticas macroeconómicas e reformas estruturais.
Após o encontro, que decorreu no dia em que chegou a Luanda, na tarde de 19 de Novembro, a directora-geral do FMI elogiou os avanços alcançados e indicou que o apoio do Fundo tem sido fundamental desde 2017, ano de início das principais reformas.
Georgieva afirmou que “fruto destas reformas, Angola conseguiu virar a página de um crescimento económico negativo para um crescimento económico positivo”.
O FMI vê como positiva a abordagem gradual e cuidadosa do governo angolano na remoção dos subsídios aos combustíveis, enfatizando a necessidade de direccionar o apoio gerado para os segmentos mais pobres da população, reduzindo desigualdades sociais.
A diretora-geral ressaltou que o programa Kwenda já beneficia 1,7 milhões de pessoas, reconhecendo o desafio de expandir e tornar mais eficaz o apoio social num contexto de reformas profundas.
Esta visita, a primeira de um líder do FMI a Angola desde 2018, ocorre num momento em que o país demonstra esforço em consolidar a estabilidade macroeconómica e construir confiança junto das instituições financeiras internacionais.
O FMI reforçou o compromisso de apoiar Angola na implementação de medidas que promovam o crescimento económico sustentável e a estabilidade das finanças públicas.
A visita de Kristalina Georgieva a Luanda, a convite do Presidente João Lourenço, também reforça a cooperação entre o governo angolano e parceiros internacionais, fundamental para a agenda de desenvolvimento actual.
A avaliação positiva do FMI consolida o papel das reformas económicas na recuperação e avanço do panorama económico angolano, destacando o sucesso das medidas de ajuste e do propósito do Executivo em garantir um crescimento mais inclusivo e sustentável.