O ministro dos Transportes disse nesta segunda-feira, 01 de Dezembro, que vai ser lançado, esta semana, o concurso para a concessão do Corredor do Namibe, projecto ferroviário que interliga o Porto do Namibe às Repúblicas da Namíbia e Zâmbia.
Ricardo Viegas de Abreu foi o convidado da IV edição do “Conversas Economia 100 Makas”, programa do economista e jornalista Carlos Rosado de Carvalho, que abordou o tema sobre “A Mobilidade de Pessoas e Bens em Angola”.
Este projecto de desenvolvimento do Corredor do Namibe, com a diferença de não possuir integração regional, vai replicar “a história do Corredor do Lobito”, disse o ministro dos Transportes.
O titular da Pasta dos Transportes sublinhou que o Projecto de Desenvolvimento Integrado da Baía de Moçâmedes, recentemente inaugurado, que visa transformar o Porto do Namibe num eixo logístico de referência no Atlântico Sul, abre potencial para um novo corredor.
O Ricardo Viegas de Abreu salientou que anteriormente grande parte da carga da zona sul “era muitas vezes desviada para o Porto de Walvis Bay [Namíbia]”, mas neste momento o Porto do Namibe tem potencial “para, pelo menos, complementar a oferta que vai acontecendo na Namíbia”.
O défice de infra-estruturas e a sua pouca exploração, faz com que “os custos logísticos em África, não em Angola, são quatro vezes maiores que os custos logísticos em outras áreas do mundo”, disse o ministro, que acrescentou,
“temos efectivamente um ‘gap’ de infra-estruturas e serviços. Este projecto está entregue, nós ainda esta semana vamos lançar o concurso para a concessão do Corredor do Namibe, na prática procurar replicar a história do Corredor do Lobito, sendo que neste caso em particular, não estamos a falar de um corredor que já tenha integração regional”, disse Viegas de Abreu, sendo que a integração regional vai ser uma das imposições enquanto obrigações de investimento por parte do consórcio concessionário que ganhar este concurso.
O Governo vai dar continuidade ao programa das concessões, prosseguiu o ministro, dada a sua importância “não só pela sua capacidade de geração de receitas”, mas por aquilo que os parceiros internacionais têm trazido para o país.