A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) deu luz verde definitiva ao prospecto da Oferta Pública Inicial (IPO) de venda e admissão à negociação de acções da UNITEL, S.A..A operação, inserida no Programa de Privatizações do Executivo (PROPRIV), arranca formalmente nesta segunda-feira, 6 de Julho, e estende-se até 24 de Julho, marcando um dos momentos mais aguardados do mercado financeiro angolano.
De acordo com o documento homologado pelo regulador, o Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE), em representação do Estado angolano, vai colocar no mercado um lote total de 7.500.000 ações ordinárias, representativas de 15% do capital social da operadora de telecomunicações. O intervalo de preços fixado para o processo de subscrição situa-se entre o mínimo de 36.036 Kz e o máximo de 40.040 Kz por ação.
No que diz respeito à dispersão do capital, a estrutura do IPO foi delineada em duas frentes: o Segmento Especial para Trabalhadores assegura a reserva de um lote de 1.000.000 de ações (2% do capital total da operadora), permitindo aos colaboradores diretos assumir o papel de parceiros na estrutura acionista da empresa onde exercem atividade; e o Segmento do Público em Geral, que assume a maior fatia da operação, com a disponibilização de 6.500.000 ações (13% do capital social), destinado a absorver a procura de um espectro alargado de investidores, dos pequenos subscritores particulares às grandes entidades institucionais.
A coordenação global da operação está a cargo da BFA Capital Markets, com a assistência conjunta da Áurea, Sociedade Distribuidora de Valores Mobiliários. O sindicato de colocação envolve ainda outras instituições financeiras autorizadas no país, entre as quais o Banco Caixa Geral Angola e a Standard Invest.