Mercado & Finanças

Chevron regressa à Venezuela e prepara envio de crude para os EUA

A Chevron, única petrolífera norte-americana com licença do Governo dos Estados Unidos para operar na Venezuela, já se encontra a caminho do país sul-americano para carregar petróleo bruto com destino ao mercado norte-americano. A chegada aos portos de José e Bajo Grande está prevista ainda para este mês.

A autorização concedida pelo Departamento do Tesouro dos EUA permite à empresa operar num contexto de fortes sanções impostas a Caracas. A petrolífera, com sede em Houston, deslocou uma frota composta por 11 navios, que seguem em direcção aos dois portos controlados pelo Governo venezuelano, actualmente liderado por Delcy Rodríguez.

“A Chevron continua focada na segurança e no bem-estar dos nossos funcionários, bem como na integridade dos nossos activos. Operamos em total conformidade com todas as leis e regulamentações aplicáveis”, afirmou a empresa em comunicado divulgado terça-feira, dia 06, confirmando a expectativa de chegada ainda este mês.

A recente intervenção militar dos EUA na Venezuela, que culminou com a captura do Presidente Nicolás Maduro, abriu espaço para o regresso limitado das petrolíferas norte-americanas ao país detentor das maiores reservas de crude do mundo. A Chevron beneficia de um estatuto singular, sendo actualmente a única empresa ocidental do sector não abrangida pelas sanções da Casa Branca.

A reacção do mercado foi imediata: só esta segunda-feira, dia 05, as acções da Chevron valorizaram quase 4%, acrescentando mais de 13 mil milhões de dólares à sua capitalização bolsista.

Segundo dados da Bloomberg, dos 11 navios em rota para a Venezuela, um já carregou crude e outros dois encontram-se atracados. O petróleo será destinado a refinarias norte-americanas, incluindo Valero Energy, Phillips 66 e Marathon Petroleum. Em contraste, pelo menos 12 navios de outras companhias foram impedidos de atracar nos mesmos portos, devido à forte presença militar dos EUA no mar das Caraíbas.

Entretanto, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, pretende reunir-se ainda esta semana com executivos de topo da indústria petrolífera para discutir os próximos passos do sector, numa altura em que se antecipa uma nova vaga de crude venezuelano no mercado.

Na Venezuela, o petróleo continua a ser a principal fonte de receitas externas. Em Dezembro, as exportações caíram para o nível mais baixo em 17 meses, o que indica o impacto do bloqueio imposto pelos EUA para travar o alegado comércio ilegal de crude.

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