A Casa Branca afirmou que eventuais ataques aéreos ao Irão fazem parte das opções disponíveis, num contexto de crescente repressão das manifestações no país, que já terão provocado mais de 600 mortos, segundo uma organização não-governamental.
Em declarações aos jornalistas, um porta-voz da Casa Branca afirmou que “os ataques aéreos são uma das muitas opções disponíveis para o comandante-chefe”, sublinhando que Washington acompanha com preocupação a resposta das autoridades iranianas aos protestos populares que se prolongam há várias semanas.”Uma coisa em que o Presidente Trump se destaca é em manter todas as opções em aberto. E os ataques aéreos são uma das muitas opções disponíveis para o comandante-chefe”, frisou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, aos jornalistas. Leavitt fez questão de dizer que “a diplomacia ainda é a primeira opção do presidente”.
Segundo a porta-voz da Casa Branca, continua aberto um canal diplomático com o Irão, com o regime a adoptar um “tom muito diferente” em conversações privadas com o enviado norte-americano, Steve Witkoff.
“O que se ouve do regime iraniano é muito diferente das mensagens que a administração (norte-americana) recebe em privado, e penso que o Presidente quer examinar essas mensagens”, acrescentou Leavitt.
As manifestações, inicialmente motivadas por razões económicas e sociais, transformaram-se num amplo movimento de contestação ao regime iraniano, sendo reprimidas pelas forças de segurança com recurso a força considerada excessiva por organizações internacionais de defesa dos direitos humanos.
De acordo com uma ONG com operações na região, mais de 600 pessoas terão morrido desde o início dos protestos, números que não foram confirmados pelas autoridades iranianas, mas que têm sido citados por responsáveis norte-americanos como prova da gravidade da situação.
A administração Trump reiterou que a prioridade dos Estados Unidos é pôr termo à violência contra civis e responsabilizar os dirigentes iranianos pelas violações dos direitos humanos, não afastando medidas adicionais, diplomáticas ou militares, caso a repressão continue.
O Irão rejeitou qualquer interferência externa, classificando as declarações norte-americanas como uma “ameaça à soberania nacional” e acusando Washington de tentar desestabilizar o país. A escalada de retórica entre Teerão e Washington reacende receios de um agravamento das tensões no Médio Oriente, numa região já marcada por vários focos de conflito.
A comunidade internacional tem apelado à contenção e ao respeito pelos direitos fundamentais, enquanto se intensificam os esforços diplomáticos para evitar uma escalada militar entre os dois países.