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British Airways vai ter a maior classe executiva do mundo nos Airbus A380

Piso superior do avião passa a ser ocupado por 106 lugares de executiva, à custa de 88 lugares em económica. A aposta reflecte a corrida das companhias aéreas ao segmento premium

A British Airways anunciou na segunda-feira, 5 de Outubro, a remodelação integral dos seus Airbus A380. O piso superior passa a ter 106 Club Suites, naquela que a companhia descreve como a maior cabina de classe executiva do mundo.

A nova configuração terá 12 suítes de primeira classe, 106 lugares de executiva (Club World), 84 de económica premium (World Traveller Plus) e 215 de económica (World Traveller). A executiva tinha até agora 97 lugares. A económica premium sobe de 55 para 84, enquanto a económica desce de 303 para 215. No total, a capacidade do avião cai de 469 para 417 passageiros.

A dimensão da nova cabina destaca-se mesmo entre os operadores do A380. A Emirates, por comparação, tem no máximo 77 lugares de executiva no piso superior dos seus superjumbos, espaço que ainda partilha com a primeira classe.

A cabina será dividida em quatro zonas distintas, para criar um ambiente mais intimista. Cada suíte tem porta de privacidade, acesso directo ao corredor e converte-se em cama totalmente plana.

O presidente executivo da companhia, Sean Doyle, classificou a remodelação como “um marco importante para a British Airways e para o futuro da nossa frota de A380”.

A companhia opera 12 A380 e diz que o primeiro aparelho remodelado entrará ao serviço nos próximos meses, sem ter ainda anunciado a rota inaugural. Os voos com A380 foram reduzidos em cerca de 28% neste Inverno, com os aviões a saírem de operação, à vez, para as obras. A intervenção insere-se num programa de modernização de sete mil milhões de libras.

Em terra, está prevista para 2028 a abertura de um novo lounge no Terminal 5C de Heathrow.

Turismo de lazer enche a executiva

O anúncio ilustra a forma como as companhias aéreas se estão a adaptar ao crescimento do segmento premium. O abrandamento das viagens de negócios, o desejo de mais espaço no pós-pandemia e a disponibilidade dos clientes mais jovens para gastar em experiências alteraram a economia do sector. Em Dezembro passado, um executivo da Qantas afirmou que cerca de 70% dos clientes de classe executiva nos voos a partir de Londres viajavam em lazer.

As companhias têm respondido com mais lugares premium, que geram cerca de 3,4 vezes mais receita por lugar do que os de económica. O reforço ajuda a sustentar os resultados numa altura em que a subida do preço dos combustíveis pesa nos lucros. O lado premium da aviação está “a passar por uma reformulação substancial”, escreveu o site especializado Simple Flying.

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