O Brasil registou, em Janeiro, um excedente na balança comercial de 4.340 milhões de dólares o que representa um aumento de 85,8% face ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Governo brasileiro.
De acordo com o Ministério da Indústria e do Comércio, as importações totalizaram 20.810 milhões de dólares, traduzindo uma queda de 9,8% em comparação com Janeiro de 2025. As exportações também registaram uma diminuição, embora mais moderada, de 1,0%.
No primeiro mês do ano, as exportações da indústria extractiva ascenderam a cerca de 7.100 milhões de dólares, enquanto a indústria transformadora foi responsável por vendas ao exterior no valor de aproximadamente 14.100 milhões de dólares. Já o sector agropecuário exportou cerca de 3.900 milhões de dólares.
Apesar do restabelecimento do diálogo entre o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da redução das tarifas impostas aos produtos brasileiros — que chegaram a atingir 50% no ano passado —, o comércio bilateral entre os dois países continua em queda.
Em Janeiro, as exportações brasileiras para os Estados Unidos, actualmente o terceiro maior parceiro comercial do país, diminuíram 25,5% face ao mesmo mês do ano anterior, fixando-se em 2.400 milhões de dólares. As importações provenientes dos EUA também recuaram 10,9%, para 3.070 milhões de dólares.
A China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras, com compras no valor de 6.472 milhões de dólares em Janeiro, um aumento de 17,35%. A União Europeia ocupou o segundo lugar, com aquisições no valor de 3.924 milhões de dólares, apesar de uma redução de 6,19%.
No conjunto de 2025, o Brasil encerrou o ano com um excedente da balança comercial de 68.293 milhões de dólares, uma descida de 7,9% em relação a 2024. Ainda assim, o país registou exportações recorde, no valor de 348.676 milhões de dólares, o que representa um crescimento de 3,5%, apesar do impacto da guerra comercial desencadeada pelos Estados Unidos.