Mercado & Finanças

BNA defende reforço da produção interna para inflação continuar a desacelerar em Angola

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) defendeu esta semana a necessidade de reforçar a produção interna de bens e serviços, sobretudo alimentares, como principal desafio para 2026, com vista à continuidade da trajectória de desaceleração da inflação, que encerrou 2025 nos 15,7%.

Manuel Tiago Dias falava à imprensa sobre a evolução da taxa de inflação em 2025 e os factores que estiveram na base da sua desaceleração, sublinhando que a entrada em funcionamento de várias unidades industriais ao longo deste ano deverá contribuir para o aumento da oferta de bens essenciais de consumo no mercado nacional.

A inflação homóloga em Angola fixou-se em 15,70% em Dezembro de 2025, o que representa uma desaceleração de 11,8 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2024, quando a taxa se situava em 27,50%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a nota do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), a inflação desacelerou igualmente em relação ao mês anterior, ao recuar 0,86 pontos percentuais face a Novembro de 2025, quando se situava em 16,56%.

Segundo o governador do BNA, contribuíram para a redução da inflação factores como a estabilidade cambial, o aumento da oferta de bens na economia e o controlo dos instrumentos de pagamento, com particular incidência nos meios de pagamento em moeda nacional, ao longo de 2025.

“E para coroar tudo isso, tivemos um aumento das nossas reservas internacionais, o que nos coloca numa condição favorável para continuarmos o esforço de redução da inflação na nossa economia e, com isso, contribuirmos também para a recuperação do poder de compra da população”, afirmou Manuel Tiago Dias, citado pela rádio pública angolana.

Relativamente à estabilidade cambial, o governador destacou que 2025 registou “uma taxa de câmbio praticamente inalterada”, resultado, entre outros factores, do aumento substancial da oferta de divisas no mercado cambial.

Segundo explicou, entre Janeiro e Novembro de 2025, os bancos comerciais adquiriram cerca de 8,8 mil milhões de dólares às companhias petrolíferas, diamantíferas e a outros clientes, valor superior aos cerca de 7 mil milhões de dólares registados no mesmo período de 2024.

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