O Banco Mundial (BM) tem em curso 17 projectos de investimento público em Angola, num total de 4,3 mil milhões de dólares, abrangendo sectores como água, saúde, agricultura, educação, energia, desenvolvimento digital e protecção social. A carteira inclui também dois projectos regionais, com financiamento adicional de 85 milhões de dólares.
Os projectos em implementação têm horizonte entre 2017 e 2029 e incluem: Projecto de Desenvolvimento do Sector das Águas (PDISA2): 350 milhões de dólares; Projecto de Agricultura Comercial (PDAC): 98,46 milhões de dólares; Projecto de Reforço dos Sistemas de Saúde: 110 milhões de dólares. E ainda Operação de Apoio Orçamental e Desenvolvimento de Políticas Públicas: 500 milhões de dólares
“O Banco Mundial tem 17 projectos em implementação em vários sectores; o total do montante desse portefólio do governo já chegou a 4,3 mil milhões de dólares. Entre os projectos estão áreas como água, energia, agricultura, educação, saúde, desenvolvimento digital e protecção social”, explicou o responsável do Banco Mundial em Angola, Juan Carlos Alvarez.
O Banco Mundial opera em Angola através de duas janelas de financiamento: projectos de investimento público (IPF, em inglês) e apoio orçamental, que permite dialogar com o governo e apoiar reformas estruturais.
“Os 17 projectos são IPF, mas o apoio orçamental é diferente. É a janela que permite manter o diálogo de políticas com o governo e apoiar reformas para criar um ambiente propício para os negócios”, acrescentou Alvarez.
A última operação de apoio orçamental envolveu 500 milhões de dólares, com início previsto no ano fiscal 2025/2026. O número de operações dependerá das acções de política acordadas com o Governo, mas normalmente cada operação tem o valor de 500 milhões de dólares.
Desde a presidência de Ajay Banga, o Banco Mundial tem adoptado uma abordagem mais integrada em Angola.
“O nosso envolvimento no país está a mudar; não queremos estar isolados nos sectores. Estamos a implementar uma estratégia de desenvolvimento integral, onde educação, saúde e desenvolvimento digital trabalham de forma coordenada para ter impacto real”, concluiu Alvarez.
O objectivo é optimizar recursos, evitando duplicidade e promovendo complementaridade entre os diferentes parceiros de desenvolvimento.