A produção de petróleo em Angola aumentou 4% em relação a 2023 após a saída do país da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
Nos três primeiros trimestres de 2024, a média diária chegou a 1,134 milhão de barris.
O site Oilprice.com informou que a saída ocorreu após o desentendimento sobre cotas de produção. A OPEP autorizou os Emirados Árabes Unidos a ampliar a produção em 200 mil barris por dia, chegando a 3,2 milhões de barris em 2024, e reduziu a cota de Angola para 1,1 milhão de barris diários.
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou que o País não via o papel na organização como relevante.
“Não foi uma decisão tomada levianamente – chegou a hora”, declarou.
O Governo adoptou medidas para ampliar a produção, como a activação de novos poços e a reestruturação de concessões de petróleo.
A exploração de petróleo e gás também avançou.
A empresa nigeriana Oando PLC obteve a concessão do Bloco KON 13, na Bacia Onshore do Kwanza, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).
O bloco tem recursos estimados entre 770 milhões e 1,1 bilião de barris. A Oando Energy Resources lidera a operação com 45% de participação, seguida pela Effimax (30%) e pela Sonangol (15%).
Angola ocupa a posição de segundo maior produtor de petróleo bruto em África e junta-se a Indonésia, Qatar e Equador na lista de Países que saíram da OPEP nos últimos anos.